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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Um balanço da T'UNICA pela professora Anabela Breia Fernandes



O mês de Dezembro costuma ser de grande agitação na Tuna da Universidade Intergeracional do Concelho de Almada, T’UNICA. Este ano não foi excepção e todos os fins de semana do mês do Natal, o coro deslocou-se a diferentes palcos para espalhar a energia contagiante de quem a cantar todos os males consegue espantar.  Passaram pelos Capuchos, Cais do Sodré, Casa de S. Paulo na Cova da Piedade, Mercado de Natal em Almada ou pela Colmeia Vigilante. Incansáveis os alunos da UNICA espalharam o espírito da época mas acima de tudo a esperança de uma vida activa e criativa depois dos sessenta anos. Com o final de 2016 faz-se o balanço e traçam-se novas metas para 2017. A professora de canto, Anabela Breia Fernandes deixa-nos um lamiré.

UNICA: Mais um Natal e a agenda da T’UNICA sempre muito requisitada….

ABBF: Disponibilidade para os que nos procuram! Damos o que temos de melhor: Amor!

UNICA: Nesta época as pessoas estão mais sensíveis. Como é trabalhar com tantas emoções à flor da pele?

ABBF: Mas essa é a ideia! A música é a arte de exprimir sentimentos e emoções através de sons. Se sentires uma lágrima correr enquanto cantas é porque a música e a letra te provocaram essa emoção!

UNICA: E tem havido lágrimas. Serão estas aulas de canto uma terapia?

ABBF: Existe todo um trabalho de leitura das letras de cada um dos temas, perceber o que o autor quis transmitir e o que nos diz pessoalmente, como os interpretamos. Acaba por ser de certa forma uma terapia…

UNICA: A escolha do repertório de Natal tem sido um sucesso. Qual o tema que cria maior ligação entre a T’UNICA e o público que o ouve?

ABBF: Dois temas: Um novo, 'Natal das crianças' (tema brasileiro), porque remete-nos para a magia do imaginário infantil e dos momentos já vividos. O outro tema que já vem do ano passado - 'Longe do Mundo' (Sara Tavares), pela mensagem que transmite, todos já tivemos momentos em que nos sentimos ‘excluídos’, faltava-nos o sentimento de pertença, mas um motivo mais forte nos fez ver de novo qual era o nosso lugar e voltámos a estar seguros. Claro que aqui está uma referência à fé, tenha ela a expressão que cada indivíduo lhe quiser atribuir.

UNICA: A T’UNICA confere personalidade aos temas que canta. Não deve ser fácil conferir uma nova identidade a temas clássicos e com muitas versões pelo mundo inteiro, como é o caso de ‘Avé Maria no morro’

ABBF: Na verdade todos os temas que cantamos são adaptações, pretende-se precisamente evitar copiar o autor ou outras versões do tema. Voltamos às emoções! Mesmo os não católicos vibram com esse tema. Já que ele contempla um tributo à humildade de quem vive no morro mas também a Maria, mãe de Jesus, sendo ela própria símbolo dessa humildade. Cantar com o coração e com a alma permite-nos ‘enCANTAR’ o público, remetendo possíveis erros ou enganos para o esquecimento.

UNICA: A Anabela é muito cúmplice dos alunos. Alguns cantam porque sabem que está lá para os acompanhar. Sente o peso dessa responsabilidade? Eles não confiam em qualquer pessoas mas claramente confiam na professora de canto…

ABBF: Tenho essa certeza, temos a maior cumplicidade. É verdadeiramente uma responsabilidade mas aceitei esse desafio e ganhei muitos amigos. Há horas em que sinto que absorvem todas as minhas energias mas o que recebo de retorno é imenso.

UNICA: A Anabela costuma estar de costas para o público, quer dizer que perde muitas das reacções, ou será que tem um truque para sentir o ambiente que a rodeia?

ABBF: Os meus alunos são transparentes! Ou antes espelhos! Vejo tudo nos seus olhos. E há sempre ondas de energia que me fazem perceber o ambiente que nos envolve.

UNICA: Todos os concertos são únicos, com mais ou menos público. Os alunos comprometem-se. Destes últimos espectáculos qual é que mexeu mais com o coração, o vosso e de quem assistiu…

ABBF: Casa de S. Paulo, Cova da Piedade. Ansiosamente esperavam o convite, quando chegou foi a verdadeira emoção. Eles gostam de levar o amor a quem precisa e sabem fazê-lo, em troca vêm de coração cheio.

UNICA: A T’UNICA já leva um percurso admirável. Um desejo para 2017, mesmo que louco ou inalcançável…

ABBF: Um desejo que já alcançou estatuto de sonho, gravar um CD. Já pedimos orçamentos, agora falta a verba. Quem sabe...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A T'UNICA no Cais do Sodré


A T'UNICA também alegrou os corações lisboetas!
A convite da transtejo, a Tuna da UNICA alegrou o fim de tarde de centenas de pessoas, espalhou sorrisos, cantou o Natal!
Bravo queridos amigos, mais uma vez brilharam! 
É o Natal, é tempo de gritar o amor!


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A UNICA no Sobredense


A UNICA esteve em peso, Sábado dia 22 de Outubro,  no 105º aniversário do Clube Recreativo de Instrução Sobredense. Um monumental espectáculo e dezenas de actuações levadas a cabo por associações e colectividades. Uma roda viva de talento a que a UNICA prontamente se associou em duas frentes; TUNICA e Grupo de Viola e Cavaquinho. O Sobredense esteve ao rubro, aplausos efusivos e vozes em uníssono, cantando os clássicos da música portuguesa, escolhas pertinentes  dos professores da UNICA, Anabela (canto) e Lino Madruga (música).



Seis canções entoadas pelas gargantas afinadas dos alunos da UNICA, entre outros mais audaciosas que afincados tocavam o seu instrumento. Se Sábado foi um dia atarefado, o auditório repleto de público entusiástico que aplaudia ou cantarolava  canções de sempre.  Muitos quiseram registar o momento, telemóvel em riste, 'flashadas' sucessivas aos artistas do dia que do palco do Sobredense contagiaram o público. 



Já passava das 17.30 quando mais de 20 alunos, elementos da Tuna da Universidade Intergeracional do Concelho Almada, tomaram de assalto o palco. Entre os nervos de quem queria representar impecavelmente a sua comunidade, sorrisos rasgados e uma vontade tão grande de cantar. Anabela, a professora de canto é um pilar, e a confiança que  nela depositam, conforta-os. Em olhares cúmplices, percebemos 'tudo vai correr bem' e o coro enternece, exaltando  felicidade em plenos pulmões para assim espantar todos os males.  'Há sempre música entre nós', o que diria Dina se à socapa os estivesse a ver? Também se escutou Fado, 'Lisboa Menina e Moça', fez estremecer as paredes  do Sobredense,  as palavras de José Carlos Ary dos Santos na melodia composta por Paulo de Carvalho. E se alguém pensou que a TUNICA daria tréguas aos saudosos corações, enganou-se,  'Guitarra Toca Baixinho' evocando Francisco José, foi a oportunidade para que os tímidos juntassem as vozes aos mais destemidos, entoando o refrão 


'É hora, de dar-lhe todo bem que há no meu peito
Dizer-lhe Deus também tenho direito 
De amá-la como nunca amei ninguém!'



Não havia tempo a perder, o grupo de Viola e Cavaquinho da UNICA, formado há 1 ano pela dedicação do professor Lino Madruga e o engenho dos seus alunos. Música tradicional, a que define a identidade portuguesa. Juntam-se diversos instrumentos do universo popular; pandeireta, bombo ou tréculas que em harmonia dão início a 'uma linda brincadeira' reconhecida aos primeiros acordes como o 'Bailinho da Madeira'. Segue outra moda 'Ó minha rosinha eu hei-de te amar' e de abalada uma canção de esperança e liberdade 'Uma gaivota voava voava'.